quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Um dia pra sempre

De olhos fechados, não quero enxergar.
Você foi embora pra nunca mais nunca
mais voltar.
Quero sofrer, mais não quero te amar.
Deixe às coisas agirem naturalmente,
não quero te ver chorar...
Quem sabe a gente não conversa, na
cama ou num bar. Ou por cartas, ou
por lágrimas, mais a tristeza haverá.
Rosas de perfumes para sempre
exalará. Armazeno tais salivas, para
um dia novamente lhe beijar. Mais
me dê um tempo, seguir em frente,
só até cicatrizar. Sua imagem em
minha mente, um retrato à guardar.
Me espere em alguma esquina e não
demore à chegar...
Do poeta sorridente, que quer bater
às asas e voar.
27/08/08

domingo, 24 de agosto de 2008

Um dia quem sabe...

Eu quero ver quando chegar o dia, em que pessoas
estarão mais unidas.
Eu quero ver nossos próximos anos, muitas
conquistas e muitos ganhos.
Eu quero ver quando chegar o dia, em que não
exista nem gente pobre e nem gente rica. Um
futuro de paz e liberal, tornando a vida mais
bonita. Um futuro na extinta política; que não
exista mais promessas, desmascarada hipocrisia.
Esse é o futuro que eu queria.
Eu quero ver quando chegar o dia, em que haverá
paz, haverá alegria... Com leite e sem fome, com
empregos e moradias.
Eu quero ver quando chegar o dia, em que haverá
mais flores em cores vivas. O azul do céu como há
cinco mil anos, como um mar poético estou sonhando.
Eu quero ver quando chegar o dia, em que palavras,
deixarão a utopia.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Amor bandido.

Amor bandido, tão dolorido de artifícios, deprimido
é sentir.
Mentir é um amor sem castigo; mas a verdade eu
vós digo, é amar sem merecer.
Amor bandido sem vergonha, mas com medo de
viver. Carente vivendo das sobras, amolecer um
coração mendigo.
Amor bandido és perigo, amor próprio ou prazer.
Amor bandido não é só isso, amor estorvo é só
querer...
Amor bandido, amor perigo, é destino ser ferido
só cego é quem não ver... O meu amor é marginal,
meu amor, meu inimigo, amor boêmio meu bem
querer.
Amor bandido, amor querido ao nascer.
Amor vendido, amor espinho, amor bandido até
morrer...
22/08/2008

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Somente eu.

Aqueça os meus lábios, mistura de prazer
ou de dor. Seu charme é traiçoeiro, sinto
dúvidas do que é amor...
Encabulado em receio, mas sei muito
bem me dar valor.
Me sufoque em seu corpo, um
clorofórmio do éter do prazer. A minha
insana conciência não é mais forte que
o querer.
Meu bem querer me amortece o corpo.
Meu amor me fere a alma. A luxúria é
a mais forte corrupção humana. Pelo
menos, um minuto que seja de lucidez,
de que o meu coração sente falta.
Detestável morfina nobre, me anestesie
em meu orgulho estilhaços. Fisiológicamente
para adormecer o óbvio. Ali naquele instante
é o meu irracional que fala mais alto...
Inexistente afeto que fere à sangue, a cada
orgasmos de um coração drogado. Dignidade
se ilude nas chances, mas me aqueço no calor
do seu abraço.
Molhe a minha boca desidratada pela sede.
Entregue ao corpo hipnotizado; inconcequente,
iludido, enganado. Pela serpente embriagado
assim estou... Tão de repente...
A carne é fraca, me absolvo de qualquer pecado
recentemente. Mas me envolva neste corpo impuro,
me aqueça nesse amor ardente.
04/06/2008